Um presidente comum

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Por: Paulo Maia

Diz a máximo humanitária que feliz é aquele que luta pelos ideais de seu povo. Aquele que busca no seu dia a dia o crescimento de seu país, priorizando o melhor para todos e não o crescimento de grupos isolados que juntam fortunas e escravizam, com suas leis, os menos afortunados.
O chefe de uma nação democrática deve, sobretudo, entender o anseio básico do direito civil que é a liberdade de expressão, caso contrário estará longe de entender o que é um estado democrático de fato e de direito.
Não permitir, ignorar ou desqualificar uma manifestação por direitos é o maior descaso que a democracia pode sofrer e, em menor tradução, é o fortalecimento de um sistema ditatorial que, como um câncer, em silêncio, corrompe e corrói a máquina humana e tenta cegar a todos, não permitindo que os outros vejam o óbvio.
Em Cuba, onde a greve de fome de 85 dias levou à morte o dissidente Orlando Zapata Tamayo e onde outros estão em grave estado de saúde, o presidente Lula revelou o que há muito tempo vem deixando em suas pegadas: a contradição política de um presidente comum. Se em Honduras, interferiu clara e abertamente em favor de um presidente que tentava rasgar uma Constituição para alcançar um terceiro mandato, em Cuba, tenta, a todo custo, fechar os olhos para o que acontece e justificar o injustificável, sob o argumento pífio de que não se deve interferir na autonomia de um país (???).
A declaração comparativa feita por Lula – “…imagina se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade…”- coloca no mesmo saco marginais que roubam, estupram e matam, qualificados como presos comuns, e homens que fazem de seus corpos a última chance de chamar a atenção para uma luta nada comum que é a liberdade de expressão em uma democracia ampla, geral e irrestrita.

Paulo Maia é jornalista

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