{"id":338,"date":"2012-05-15T14:13:13","date_gmt":"2012-05-15T17:13:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sosavesecia.org.br\/wp\/?p=338"},"modified":"2012-06-07T10:19:39","modified_gmt":"2012-06-07T13:19:39","slug":"a-midia-como-ferramenta-de-formacao-de-massa-critica-a-respeito-dos-impactos-da-pecuaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sosavesecia.org.br\/?p=338","title":{"rendered":"A m\u00eddia como ferramenta de forma\u00e7\u00e3o de massa cr\u00edtica a respeito dos impactos da pecu\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>[EXPAND Saiba mais]<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sosavesecia.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/midia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-360\" title=\"midia\" src=\"https:\/\/www.sosavesecia.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/midia.jpg\" alt=\"\" width=\"183\" height=\"292\" \/><\/a><\/p>\n<p>Por: <a href=\"mailto:paulomaia@sosavesecia.org.br\">Paulo Maia<\/a><\/p>\n<div id=\"textConteudo\">\n<p>No mundo das coisas, a palavra possui uma t\u00f4nica que voc\u00ea n\u00e3o consegue imprimir no mundo das id\u00e9ias.<br \/>\nQuando algo tem que acontecer, a palavra do mundo das coisas ganha uma for\u00e7a t\u00e3o grande que tudo passa a girar em torno daquilo que est\u00e1 para acontecer. O fato. O acontecimento.<br \/>\nN\u00e3o adianta buscar o mundo das id\u00e9ias, voc\u00ea n\u00e3o ir\u00e1 conseguir reverter, naquele momento, o que est\u00e1 para acontecer.<br \/>\nEstou abrindo o nosso trabalho aqui dizendo isso porque penso que tento de todas as formas buscar a palavra que se encaixe no mundo das coisas. Fui convidado para falar aqui sobre&#8230; &#8220;A m\u00eddia como ferramenta de forma\u00e7\u00e3o de massa cr\u00edtica a respeito dos impactos da pecu\u00e1ria&#8221;.<br \/>\nIsso me fez lembrar uma hist\u00f3ria que a cantora Maria Beth\u00e2nia conta. Ela diz que um dia recebeu uma m\u00fasica da Adriana Calcanhoto e ficou impressionada diante da beleza de&#8230; &#8221; quando vejo seu corpo refletindo o por do sol&#8221;. Ligou para a Adriana e disse que iria gravar a m\u00fasica e ela daria nome ao seu disco. Meses depois estava sendo lan\u00e7ado: &#8220;\u00c2mbar&#8221;.<br \/>\nComo n\u00e3o possuo o talento da Beth\u00e2nia para sintetizar, muito embora tenha me empenhado muito, mas confesso que n\u00e3o tenho conseguido nenhum avan\u00e7o, vamos ent\u00e3o conversar um pouco sobre&#8230; &#8220;A m\u00eddia como ferramenta de forma\u00e7\u00e3o de massa cr\u00edtica a respeito dos impactos da pecu\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n<p>&#8221; A m\u00eddia &#8221;<\/p>\n<p>E para come\u00e7ar a nossa saga, vamos tentar entender como ela pode funcionar, ou n\u00e3o, como ferramenta de forma\u00e7\u00e3o de massa cr\u00edtica a respeito dos impactos da pecu\u00e1ria.<br \/>\nPara isso, vamos dividir o nosso trabalho em 4 T\u00f3picos:<\/p>\n<p>O in\u00edcio<\/p>\n<p>&#8220;A m\u00eddia \u00e9 orquestrada pelos propriet\u00e1rios de suas emissoras e\/ou pelos seus patrocinadores&#8221;, afirmam, declaradamente, os que contestam a m\u00eddia em nosso pa\u00eds. No que eu concordo. &#8220;A m\u00eddia serve somente ao interesse dos que det\u00eam o seu poder&#8221;. Concordo de novo. &#8220;A m\u00eddia atual serve t\u00e3o somente como objeto alienador&#8221;. A\u00ed eu discordo. J\u00e1 foi pior. Sen\u00e3o, vejamos:<br \/>\nNo in\u00edcio, o jornal em nosso pa\u00eds foi usado como instrumento de um grupo e beneficiava somente a este grupo. Um exemplo disso \u00e9 que no per\u00edodo da escravid\u00e3o, os donos de escravos tinham o seu pr\u00f3prio jornal ou patrocinavam quem tinha seu peri\u00f3dico e os abolicionistas que se virassem para possu\u00edrem os deles.<br \/>\nCom o advento do r\u00e1dio &#8211; para quem n\u00e3o sabe, tanto este ve\u00edculo como a televis\u00e3o s\u00e3o uma concess\u00e3o que pertence ao governo &#8211; a coisa n\u00e3o foi diferente. Em seu in\u00edcio, chegou a servir por anos a fio somente ao estado brasileiro.<br \/>\nCom o implemento da televis\u00e3o, a mesma ladainha se repete. Ela servia de ve\u00edculo para o grupo a que pertencia e seus programas eram patrocinados abertamente por empres\u00e1rios que queriam fazer parte deste grupo. Um exemplo curioso \u00e9 que os programas eram patrocinados por marcas de bancos e empresas. Voc\u00ea sabia, por exemplo, que quando a Rede Globo lan\u00e7ou o Jornal Nacional suas transmiss\u00f5es se resumiam ao Rio, a S\u00e3o Paulo e a outros m\u00edseros locais. Ent\u00e3o, como que um programa de jornal poderia ter esse nome? Resposta f\u00e1cil para a \u00e9poca. Pelo simples fato de que era patrocinado pelo Banco Nacional, da fam\u00edlia do pol\u00edtico mineiro Magalh\u00e3es Pinto.<br \/>\nHoje, o mesmo acontece, s\u00f3 que de forma escamoteada. Grupos de fam\u00edlias det\u00eam jornais e emissoras de r\u00e1dio e televis\u00e3o e vendem esses ve\u00edculos, atrav\u00e9s da publicidade, em suas maiores parcelas para grupos de fam\u00edlias que s\u00e3o donos de bancos, empresas e f\u00e1bricas. Isso acontece mesmo recebendo incentivo do governo. Na Am\u00e9rica Latina, a televis\u00e3o \u00e9 o maior ve\u00edculo de informa\u00e7\u00e3o. Em nosso pa\u00eds, o Jornal Nacional, da Rede Globo \u00e9 o meio de informa\u00e7\u00e3o de 90% dos brasileiros.<br \/>\nEnquanto a televis\u00e3o \u00e9 essa coca cola toda na Am\u00e9rica Latina, a internet caminha a passos largos em pa\u00edses desenvolvidos e a passos lentos nos subdesenvolvidos. No Brasil, ainda n\u00e3o h\u00e1 representatividade de informa\u00e7\u00e3o para a internet por in\u00fameros motivos e o maior deles \u00e9 a falta de credibilidade do ve\u00edculo. Os sites de not\u00edcias possuem visita\u00e7\u00e3o segmentada e pequena e os de not\u00edcias sobre o meio ambiente e defesa animal idem, comparados aos n\u00fameros da televis\u00e3o.<br \/>\nDito isto, passamos ao nosso segundo t\u00f3pico:<br \/>\nA import\u00e2ncia da m\u00eddia no Brasil. Seria ela o quarto poder? Temos ent\u00e3o o Legislativo, o Executivo, o Judici\u00e1rio e o mais poderoso de todos: O STFI (Superior Tribunal Federal da Informa\u00e7\u00e3o).<br \/>\nVejamos. Muitas das vezes, causas que s\u00e3o f\u00e1ceis de imaginar o seu fim ou pelo menos de que forma ser\u00e1 travada a peleja, elas sequer existem pelo simples fato de que a opini\u00e3o p\u00fablica ter\u00e1 acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o do que aconteceu e poder\u00e1 se rebelar com o resultado.<br \/>\nUm exemplo recente \u00e9 o caso da ex-ministra e atual senadora e pr\u00e9-candidata \u00e0 presid\u00eancia de nosso pa\u00eds, Marina Silva. \u00c9 prerrogativa da discuss\u00e3o partid\u00e1ria que o mandato pol\u00edtico n\u00e3o \u00e9 do candidato e sim do partido. Marina Silva \u00e9 uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores e se elegeu senadora por ele. Logo, ao sair do partido deveria entregar o cargo. N\u00e3o o fez e o PT sequer questionou. O Partido dos Trabalhadores fez isso pelo simples fato de que percebeu que toda a opini\u00e3o p\u00fablica seria informada pela m\u00eddia da peleja no tribunal e o desgaste pol\u00edtico do presidente da na\u00e7\u00e3o seria estratosf\u00e9rico, pelo simples fato de que poderia soar como persegui\u00e7\u00e3o a senadora.<br \/>\nEm suma, foi o STFI que, mesmo sem se pronunciar, resolveu a quest\u00e3o. Como este, existem in\u00fameros casos em que a opini\u00e3o p\u00fablica, informada pelo STFI, \u00e9 capaz de mudar os seus andamentos ou sequer permitir que eles tenham in\u00edcio. Para n\u00e3o deixar isolado o caso da pr\u00e9-candidata \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica Marina Silva, temos no mesmo balaio o senador sulista da fam\u00edlia Arns que era do PT, na mesma \u00e9poca e pelo mesmo motivo que o de Marina Silva, abandonou o PT e foi para o PSDB e nada aconteceu.<br \/>\nEnt\u00e3o chegamos agora ao nosso maior e mais esperado t\u00f3pico que \u00e9 o&#8230;<br \/>\nOs grandes patrocinadores aliados \u00e0 falta de conhecimento versus as perspectivas para que a m\u00eddia seja uma formadora de opini\u00e3o.<br \/>\nDefender a causa animal e ambiental \u00e9 uma \u00e1rdua tarefa j\u00e1 que se contrap\u00f5e a interesses sempre de cunho financeiro.<br \/>\nQuem quer destruir uma floresta n\u00e3o o faz por outro motivo sen\u00e3o o lucro financeiro. Quem constr\u00f3i uma \u2018fabrica&#8217; de animais n\u00e3o o faz por outro motivo se n\u00e3o o j\u00e1 citado.<br \/>\n&#8220;As aves e as outras esp\u00e9cies que s\u00e3o criadas em confinamentos nas f\u00e1bricas n\u00e3o s\u00e3o as mesmas que s\u00e3o criadas em casas, s\u00edtios ou fazendas. N\u00e3o podemos imaginar que uma galinha que seja criada no quintal e tem nome afetivo como Giselda, Margarida e etc ter\u00e1 o mesmo fim de aves que est\u00e3o sendo \u2018fabricadas&#8217; em larga escala para consumo humano&#8221;. Essa afirmativa foi proferida por um conceituado fil\u00f3sofo brasileiro, em um semin\u00e1rio no Rio de Janeiro do qual eu participava e contestei afirmando que esse pensamento segue a linha de racioc\u00ednio dos europeus que, como noticiam amplamente os jornais e foi abertamente citado no premiado filme Central do Brasil, \u2018compram e extraditam&#8217; crian\u00e7as brasileiras pobres para que em seus paises doem involuntariamente seus \u00f3rg\u00e3os infantis para crian\u00e7as de origem nobre.<br \/>\nDeve ser ainda seguindo este desastroso racioc\u00ednio que as ind\u00fastrias v\u00eaem os animais, como a igreja cat\u00f3lica h\u00e1 bem pouco tempo via os negros e os \u00edndios, ou seja, sem alma. S\u00e3o seres que n\u00e3o t\u00eam desejos e, consequentemente, n\u00e3o possuem sentimentos, portanto, n\u00e3o sentem dor, frio ou medo.<br \/>\nNa contra partida a este inacredit\u00e1vel pensamento que fortemente nos afronta, existe o poderio da m\u00eddia fortalecido pela desinforma\u00e7\u00e3o e\/ou desinteresse de quem ainda equivocadamente v\u00ea o animal como seu alimento ou como seu enfeite predileto.<br \/>\nA desinforma\u00e7\u00e3o em grande escala pode ser por total falta de conhecimento ou, ironicamente, pelo total conhecimento da informa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPelo total conhecimento da informa\u00e7\u00e3o temos como caso a recente e acintosa troca do nome de uma peste como a gripe su\u00edna para gripe H1N1. Trocar o nome da marca de um autom\u00f3vel por causa das quedas nas vendas n\u00e3o muda o curso da queda das vendas. Trocar o nome de uma doen\u00e7a que ir\u00e1 provocar uma eminente epidemia n\u00e3o muda o curso da epidemia. O que muda este curso \u00e9 o alerta de que algo est\u00e1 fora de controle e a conscientiza\u00e7\u00e3o de que insistir na \u2018constru\u00e7\u00e3o de f\u00e1brica&#8217; de animais \u00e9 um erro de percurso que a humanidade tem pago com a pr\u00f3pria vida.<br \/>\nA todo momento temos pestes e consequentemente mortes que poderiam ser evitadas se n\u00e3o houvesse a gan\u00e2ncia empresarial que cega os endinheirados homens do poder, fazendo com que eles n\u00e3o enxerguem animais como seres vivos, com ou sem alma, mas que merecem o respeito e a dignidade humana.<br \/>\nEstes homens n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o enxergam isso como manipulam animais como se fossem objetos, dando-lhes, al\u00e9m dos maus tratos sofridos nos confinamentos e as mortes violentas, ingredientes que, manipulados em seus alimentos, causam grandes dist\u00farbios. Mas esta manipula\u00e7\u00e3o pode ser justificada quando se pensa na enorme demanda que alimenta a compra e venda dos corpos e derivados destes animais.<br \/>\nE \u00e9 justamente em nome desta demanda que enfermidades t\u00eam abatido a humanidade, seja com o gado e a sua vaca louca, seja com o frango e a sua gripe avi\u00e1ria e agora com os porcos com a gripe su\u00edna.<br \/>\nEm suma, o que est\u00e1 sendo exposto aqui n\u00e3o deve ser considerado novidade para o grupo de pessoas que atuam na defesa da causa animal mas, com certeza, \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o imprescind\u00edvel para a humanidade que infelizmente n\u00e3o ter\u00e1 acesso a esta informa\u00e7\u00e3o pelo simples fato de que h\u00e1 um massacre financeiro junto a grande m\u00eddia para que n\u00e3o se toque, n\u00e3o se mostre, n\u00e3o se dissemine informa\u00e7\u00f5es deste cunho.<br \/>\nFortalecendo este \u2018sil\u00eancio pago&#8217;, a m\u00eddia ainda atrapalha mais quando n\u00e3o informa corretamente. As informa\u00e7\u00f5es truncadas ou equivocadas s\u00e3o frutos de uma sociedade consumista e n\u00f3s jornalistas n\u00e3o estamos imunes a isto. Em nossa categoria tamb\u00e9m existe o embate dos que s\u00e3o carn\u00edvoros e dos que s\u00e3o vegetarianos. O problema \u00e9 que o primeiro grupo \u00e9 enormemente superior em n\u00famero do que o segundo. Seja de forma volunt\u00e1ria ou imposta, fortalece, ainda que por tabela, o especismo.<br \/>\nNa COP XV, na Dinamarca, em Dezembro de 2009, onde a delega\u00e7\u00e3o brasileira teve p\u00edfia participa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se comprometendo com nada, com nenhuma meta e que ainda teve a constrangedora declara\u00e7\u00e3o da presidenci\u00e1vel Dilma Roussef ao afirmar que &#8221; o meio ambiente \u00e9, sem d\u00favida nenhuma, uma amea\u00e7a ao desenvolvimento sustent\u00e1vel!&#8221;, o encontro foi palco de acirrada discuss\u00e3o sobre o meio ambiente.<br \/>\nNesta discuss\u00e3o, uma das maiores preocupa\u00e7\u00f5es do mundo \u00e9 com a floresta amaz\u00f4nica e como ela est\u00e1 sendo vista e tratada. O desmatamento amaz\u00f4nico beira o absurdo mas nada que se compare \u00e0 forma com que os americanos v\u00eaem a nossa floresta. Veja abaixo como o respeitado Museu de Hist\u00f3ria Natural de Nova York divulgou nos EUA como \u00e9 a nossa Amaz\u00f4nia.<br \/>\nVoltando ao especismo, ele em muito atrapalha a m\u00eddia na divulga\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria sobre os animais. O jornalista especista tende de forma natural a pautar o animal de sua predile\u00e7\u00e3o para a mat\u00e9ria de capa e ao fazer isso aniquila com as outras esp\u00e9cies. Uma mat\u00e9ria sobre os peixes n\u00e3o pode conter somente baleias, tubar\u00f5es e golfinhos. O tema deve ser aprofundado para que, enriquecido, mostre as outras esp\u00e9cies do mar.<br \/>\nTalvez seja por isso que, a todo momento, temos colegas publicando nomes de animais de forma equivocada, quando n\u00e3o, atribuindo cr\u00e9ditos a esp\u00e9cies anatomicamente diferentes. Vejam a seguir como o editor do Caderno Opini\u00e3o, do jornal O Globo, acredita ser uma gar\u00e7a ou um grupo delas.<br \/>\nN\u00e3o fosse o fato de o bigu\u00e1 ser bem menor e de cor negra&#8230;<br \/>\nComo falamos aqui dos grandes patrocinadores das f\u00e1bricas de animais de uma forma bem tranq\u00fcila, polida e elegante, esperamos assim n\u00e3o ser acionados judicialmente, o que vale tamb\u00e9m para a desinforma\u00e7\u00e3o de alguns colegas, passamos ao crucial tema das perspectivas para que a m\u00eddia seja uma formadora de opini\u00e3o.<br \/>\nDiante do que foi exposto aqui s\u00f3 temos a confirmar que s\u00e3o ruins as perspectivas de que a m\u00eddia atue como um grande instrumento formador de opini\u00e3o. Se no campo da defesa ambiental j\u00e1 tivemos progresso, no campo da defesa animal tivemos pouca coisa ou quase nada.<br \/>\nVou fazer aqui uma afirmativa extremamente pol\u00eamica. N\u00e3o necessitamos do animal enquanto alimento para o ser humano. Mas como fazer esta pol\u00eamica informa\u00e7\u00e3o chegar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o com a grande m\u00eddia sucumbindo ao massacre financeiro imposto pelos propriet\u00e1rios das f\u00e1bricas de animais? Isto porque esta imposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 intrinsecamente ligada ao patroc\u00ednio.<br \/>\nQuando uma f\u00e1brica que vende cad\u00e1veres de animais tem algum deslize maior e se v\u00ea na m\u00eddia, imediatamente isto \u00e9 \u2018abafado&#8217; com o \u00e1libi de que se trata de uma situa\u00e7\u00e3o at\u00edpica. E o resultado disso \u00e9 que os grandes telejornais n\u00e3o comentam a mat\u00e9ria ou fazem de forma r\u00e1pida para que n\u00e3o fique caracterizado como isen\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica.<br \/>\nE tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 interesse da m\u00eddia em propagar de forma espont\u00e2nea este assunto j\u00e1 que ela em sua grande maioria \u00e9 consumidora direta do produto. O jornalista que sente prazer no consumo da carne, e n\u00e3o t\u00e3o somente busca o seu pseudo nutriente, dificilmente se comover\u00e1 com a dor e a ang\u00fastia dos animais e certamente n\u00e3o ir\u00e1 lutar para que seja aprovada uma pauta sobre o sofrimento animal. Como nos prim\u00f3rdios dos jornais brasileiros, os senhores de engenho tamb\u00e9m n\u00e3o permitiam que se tocassem no assunto da dor e da ang\u00fastia que fugiam das senzalas.<br \/>\nPAULO MAIA \u00c9 JORNALISTA, AMBIENTALISTA, DIRETOR PRESIDENTE DA ONG SOS AVES E CIA.<\/p>\n<p>[\/EXPAND]<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[EXPAND Saiba mais] Por: Paulo Maia No mundo das coisas, a palavra possui uma t\u00f4nica que voc\u00ea n\u00e3o consegue imprimir no mundo das id\u00e9ias. 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